Circulação Sistêmica

CIRCULAÇÃO SISTÊMICA


   

=> Conceitos Chaves:
• O débito cardíaco e a resistência vascular sistêmica determinam a pressão arterial média.
• O débito sistólico e a complacência arterial são os principais determinantes da pressão de pulso.
• A complacência arterial diminui à medida que a pressão arterial aumenta.
• A RVS é muito influenciada pelo raio das arteríolas.

=> DETERMINANTES DA PRESSÃO ARTERIAL:
=> A pressão arterial média (Pa) é determinada, matematicamente: Pa = (2 Pd+Ps)/3 onde Pd é a pressão diastólica e a Ps é a pressão sistólica. A Pa está mais próxima a Pd, em vez de no meio do caminho entre a Ps e a Pd, porque a duração da diástole e cerca de duas vezes maior que a da sístole.
=> Pa – Pressão atrial direita (Pad) = DC X RVS. Como a Pad é pequena, em relação à Pressão arterial média, o débito cardíaco e a RVS são geralmente, considerados como sendo determinantes fisiologicamente importantes da pressão arterial média.

=> A PRESSÃO DE PULSO É DETERMINADA PELO DÉBITO CARDÍACO E PELA COMPLACÊNCIA ARTERIAL:

=> A complacência arterial é uma variável não-linear que depende do volume da aorta e das grandes artérias. O volume da aorta e das grandes artérias depende, por sua vez, da pressão arterial média, significando que a pressão de pulso é indiretamente dependente da pressão artéria média. Se a complacência aórtica não tivesse importância (considerando um mesmo volume inicial), a mesma alteração de volume a mesma alteração de pressão. Entretanto, na vida real, a complacência aórtica diminui, à medida que aumenta o volume aórtico. Devido a isso, variação determinada de volume aórtico, a partir de volume inicial baixo, provoca alteração relativamente pequena de pressão, mas a mesma variação de volume, a partir de volume inicial alto, acarreta alteração muito maior de pressão.

=> À medida que a pressão arterial média aumenta, a complacência arterial diminui. À medida que a complacência arterial diminui, o mesmo débito sistólico causa pressão de pulso aumentada.
=> O DÉBITO SISTÓLICO, A FREQÜÊNCIA CARDÍACA E A RVS INTERAGEM, AFETANDO AS PRESSÕES ARTERIAL MÉDIA E DE PULSO:

=> Quando o débito cardíaco se altera, em face da RVS constante, a pressão arterial média é influenciada, segundo a formula Pa = DC X RVS. A influência da variação do débito cardíaco, sobre a pressão arterial média, independe da causa da alteração – freqüência cardíaca ou débito sistólico (DC = FC X VS). Por outro lado, o efeito da alteração do débito cardíaco, sobre a pressão de pulso, depende muito de se o débito sistólico ou a freqüência cardíaca se alteram.

=> Efeito das alterações da freqüência cardíaca e do débito sistólico, sem alteração do débito cardíaco. Se o aumento da freqüência cardíaca for compensado por alteração oposta e proporcional do débito sistólico, a pressão arterial média não se altera, porque o débito cardíaco permanece constante. Entretanto, a redução do débito sistólico que ocorre nessa situação resulta em menor pressão de pulso; a pressão diastólica aumenta, ao passo que a diastólica diminui, ao redor da pressão arterial média inalterada. O aumento do débito sistólico, sem alteração do débito cardíaco, não causa, do mesmo modo, qualquer alteração da pressão arterial. Entretanto, o maior débito sistólico produz aumento da pressão de pulso; a pressão sistólica aumenta e a diastólica diminui.

=> Efeitos das alterações do débito cardíaco, compensadas por variações da RVS. A pressão arterial média pode permanecer constante, apesar de alteração do débito cardíaco, por causa da variação da RVS. Um bom exemplo disso é o exercício dinâmico. O exercício dinâmico, muitas vezes, produz pouca alteração da pressão arterial média, porque o aumento do débito cardíaco é compensado por redução da RVS. O aumento do débito cardíaco é causado por aumento, tanto da freqüência cardíaca, quanto do débito sistólico. O pouco débito sistólico aumentado resulta em pressão de pulso mais alta. A pressão sistólica é mais alta, devido ao débito sistólico aumentado. A pressão diastólica é mais baixa, porque a redução da RVS amplia o fluxo na aorta, durante a diástole.

=> Efeito de alterações do débito cardíaco com a RVS constante. O débito sistólico aumentado surge no momento do próximo batimento, e a pressão diastólica é tal como nos batimentos prévios. Depois de um batimento de transição, o débito sistólico aumentado resulta em elevação da pressão sistólica, após o que a pressão aumenta para o um novo valor diastólico. Nesse novo estado estável, as pressões sistólica, diastólica e arterial média ficam mais altas. O aumento da pressão arterial média resulta em diminuição da complacência arterial. O aumento da pressão de pulso provém do maior débito sistólico e da diminuição da complacência arterial.

Circulação Sistêmica

Circulação Sistêmica

=> Efeito da RVS aumentada. Quando a RVS aumenta, o fluxo, para fora das grandes artérias, diminui temporariamente. Se o débito cardíaco permanecer inalterado, o volume, na aorta e nas grandes artérias, cresce. A pressão arterial média também aumenta, até ser suficiente para expulsar o sangue dos grandes vasos, com a mesma velocidade com que ele entra ao vir do coração (ou seja, débito cardíaco). Com o volume e pressão arterial média maior, a complacência arterial é menor, e, portanto, a pressão de pulso é maior, para determinado débito sistólico. O resultado efetivo é o aumento das pressões diastólica, sistólica e arterial média. O grau de aumento da pressão de pulso depende do quanto a complacência arterial diminui, com a elevação da pressão arterial média e do volume arterial.

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